"Façamos tudo com boa vontade e alegria. Deus não gosta de servidores carrancudos."
Padre Dehon

 

A missão como Vocação e Santidade

Sábado, 08 de Outubro de 2011 - 21h33

A síntese da missão do cristão é amar e servir como Jesus Cristo.

    O primeiro chamado de Deus a todos nós é para que tenhamos vida, porém, vida plena e feliz. Claro que isso só será possível em união com Aquele que nos ama e nos chama. Com isso, fazer da vida uma missão é a melhor resposta dos que buscam a santidade e desejam trilhar nos caminhos do Senhor.

    No evangelho de Lucas, Jesus cita o profeta Isaías dizendo: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou pela unção para evangelizar os pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos presos e aos cegos a recuperação da vista, para restituir a liberdade aos oprimidos e para proclamar um ano de graça do Senhor (Lc 4,18-19). A missão de cada pessoa que se considere cristão é a de seguir o mesmo projeto de Jesus. Afinal, ele é o modelo que todos nós desejamos seguir. A síntese da missão do cristão é amar e servir como Jesus Cristo.

    Para falar dessa missão, é preciso ter clareza de que ela é realizada na comunidade. A Igreja é essencialmente missionária. Seu fundamento está na necessidade de anunciar Jesus Cristo ao mundo. A Igreja sem a missão perde sua razão de ser e existir. No final do evangelho de Mateus Jesus envia os apóstolos a anunciar dizendo: Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos... “(Mt 28, 19). Assim, a missão é a resposta dos chamados à santidade. Quando sinto no meu interior o chamado de Deus à santidade, respondo generosamente me colocando a serviço na comunidade para fazer Jesus conhecido e amado.

    Às vezes, afirma-se que a santidade de vida está mais ligada a uma vida piedosa do que à missão generosa. Não considero que essa seja a santidade autêntica, necessária no mundo. Todos os santos e santas, direta ou indiretamente, tinham como projeto de vida a doação e o amor ao próximo fundamentados no amor a Jesus.

    Por isso, precisamos redescobrir o sentido de nossa missão de cristãos. Hoje, é preciso que nos perguntemos: a vida na comunidade tem me levado ao compromisso com meus irmãos, sobretudo os que sofrem? Será que nosso serviço à comunidade é resposta ao chamado de Deus ou puramente conveniência e busca de status? Sou um missionário de Jesus e da Igreja?

    As respostas a essas perguntas devem nortear nossa vida de cristãos católicos e nossas atividades pastorais. Se quisermos buscar a santidade é bom que comecemos a deixar que nossa intimidade com Deus se transforme em compromisso. Muitas vezes, a missão exigirá que saiamos de nossas comodidades para o encontro com o outro. Como dizia Padre Dehon, fundador dos dehonianos, é preciso sair das sacristias para ir ao povo.

    Comecemos pelas nossas famílias e pelas nossas comunidades. Muitos ainda esperam que você os anuncie o amor e a bondade de Deus. Vamos juntos? Afinal, se você segue Jesus Cristo, também é um missionário.

Fr. Douglas Jonas Dias

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